Milhares em festa percorrem a zona central de Díli na Marcha “Pride 2019”

Milhares de pessoas, timorenses e estrangeiros, percorreram hoje em clima de festa o centro de Díli na Marcha do Orgulho 2019, numa edição onde havia mais celebração que reivindicação.

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Ao longo da tarde timorenses e estrangeiros caminharam ao longo das avenidas principais da capital, ao som de bandas de ‘majoretes’ de uma escola muçulmana e de música eletrónica.

A palavra “Pride” (Orgulho) escrita com balões com as cores do arco-íris – que se tornou símbolo da comunidade LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexo)- abria o cortejo, onde se viram poucos cartazes reivindicativos, com apelos a respeito pela igualdade e ao combate à discriminação e ao abuso.

O primeiro estudo sobre a comunidade LGBTI em Timor, divulgado no final de 2017, sofreu violência e abuso psicológico e físico, incluindo casamentos forçados e violações para ‘corrigir’ a identidade sexual.

Relatórios documentam vários testemunhos de abuso psicológico e físico, incluindo violência doméstica, casamentos forçados e tentativas, por membros da família, de mudar a orientação sexual e identidade de género das pessoas.

Examina ainda outros fatores sociais e económicos, como a dependência financeira das famílias, e como isso afeta as suas vidas na sociedade timorense, recomendando ao Governo e à sociedade civil mais apoio às mulheres lésbicas e bissexuais e aos homens transexuais, criando “oportunidades para aumentar suas próprias capacidades de forma a ajudá-los a ser os principais defensores dos seus próprios direitos”, segundo o estudo, realizado em conjunto pela organização timorense Rede Feto (Rede Mulher) e pela organização ASEAN SOGIE Caucus, que luta por direitos LGBTI no sudeste asiático.

Fontes : Timor Agora

HUSIK RESPOSTA